Cultura, memória e literatura se encontram em noite especial na Secretaria Municipal de Cultura

Na noite do dia 29 de maio, às 19h, a Secretaria Municipal de Cultura foi palco de um importante encontro entre literatura, fotografia e memória coletiva, durante a realização do evento que marcou o lançamento dos livros “Retratos de Pertencimento Entre Olhares e História”, de Angra Gama, e “Cartas para o Infinito”, de Renny de Haro, além da abertura oficial da exposição fotográfica “Cidade que Fica”, idealizada por Kat Gama e produzida por Cria Gouveia.

A solenidade reuniu artistas, autoridades, familiares, convidados e apreciadores da cultura local, em um momento dedicado à valorização da produção artística e ao fortalecimento das políticas públicas de incentivo à cultura no município de Rio Verde (GO), com projetos viabilizados por meio da Lei Aldir Blanc e do programa da Secretaria Municipal de Cultura “Escritores Agora Têm Vez“.

Abertura marcada por emoção e reconhecimento cultural

A cerimônia teve início com palavras de boas-vindas ao público presente, destacando o caráter especial da noite, que uniu diferentes linguagens artísticas em uma mesma celebração.

O evento também contou com apresentação musical do cantor Bruno Gallo, vocalista da banda Bougre, que abrilhantou a abertura da programação. A banda possui reconhecimento local, tendo sido vencedora do Festival de Música das Abóboras na categoria MPB, POP e Rock e em 2º Lugar disputado em todas as categorias, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura no ano de 2025.

A presença do público reforçou o interesse da comunidade pelas iniciativas culturais, reunindo amigos, familiares, artistas e representantes da gestão pública em um ambiente de celebração da arte e da memória.

Cantor Bruno Gallo | Foto: Rogério Guimarães
Cantor Bruno Gallo | Foto: Amaru Studio

“Cidade que Fica” resgata memória e identidade de Rio Verde

Um dos destaques da noite foi a abertura da exposição fotográfica “Cidade que Fica”, projeto idealizado por Kat Gama, produzido por Cria Gouveia e fomentado pela Lei Aldir Blanc por meio da Secretaria Municipal de Cultura de Rio Verde-GO, que propõe uma reflexão sensível sobre a transformação urbana e social de Rio Verde ao longo das últimas décadas.

Oníria Guimarães | Foto: Amaru Studio

A exposição faz uma homenagem a Oníria Guimarães, reunindo registros fotográficos históricos e contemporâneos, convidando o público a revisitar ruas, paisagens, costumes e momentos que ajudaram a construir a identidade do município. Mais do que um acervo visual, a mostra se apresenta como um resgate afetivo da memória coletiva da cidade, destacando o vínculo entre passado, presente e futuro.

Nascida em Rio Verde GO, aos 25/09/1966.  Filha da Adelídio Vieira Cabral e Ilda Guimarães Cabral. Redatora, Diretora de Redação, Jornalista e Fotógrafa do Jornal Folha da Cidade, de 2000 a 2026; redatora da Revista Fé e Ação Revista Católica da Diocese de Jataí, por 20 anos; apresentadora de TV com programa Rio Verde em Evidência, exibido na TV Sucesso, por 02 anos e TV Rio Verde por 01 ano. Autora das obras: Uma Casa Construída Sobre a Rocha 1ª e 2ª Edição; Irmã Dolores D’Aloia – História de uma Missionária Desbravadora do Sudoeste Goiano, este também traduzido para a língua inglesa e Cenas Urbanas. Bacharel em Teologia pela FATEBOV – Faculdade de Teologia de Boa Vista- RR. Formada em Letras – Licenciatura Plena pela UniRV – Universidade de Rio Verde. Membro da Academia de Letras de Rio Verde (ALERVE); da Academia de Letras, Artes e Ofícios (ARLAO); da Associação de Jornalistas e Escritores do Brasil (AJEB) e da Academia de Letras  do Brasil (ALB).

Oníria Guimarães | Foto: Amaru Studio

“Cidade Que Fica” é mais do que um projeto fotográfico. É um reencontro com a nossa própria história.

Através de imagens registradas há mais de vinte anos por mim e também pelos idealizadores deste projeto, revisitamos a trajetória de uma cidade que cresceu, se transformou e se reinventou sem perder sua essência. Cada fotografia aqui exposta guarda um pedaço da memória de Rio Verde, suas ruas, seu povo, seus sonhos e suas conquistas.

Ao olharmos para essas imagens, voltamos no tempo. Vemos a Rio Verde de duas décadas atrás e percebemos o quanto avançamos. O crescimento econômico, populacional e cultural aconteceu de forma intensa e acelerada, mas acompanhado da capacidade de nossa cidade em oferecer infraestrutura, oportunidades e qualidade de vida para quem aqui nasceu e para aqueles que escolheram esta terra para viver.

Muito do que vemos hoje é resultado do trabalho admirável de migrantes vindos de diferentes estados do país, somado à força e à dedicação do povo rio-verdense. Juntos, construíram uma cidade moderna, dinâmica e acolhedora.

A educação evoluiu, a saúde tornou-se referência em Goiás, e a economia, fortemente impulsionada pelo agronegócio, transformou Rio Verde em símbolo de progresso e desenvolvimento sustentável. Ao longo desses anos, nossos governantes também souberam reconhecer o potencial do município e as necessidades da população, investindo para que nossa cidade se tornasse uma das melhores do Brasil para se viver.

Como jornalista, nascida aqui há sessenta anos, sinto orgulho por ter acompanhado e registrado grande parte dessa caminhada. Há mais de trinta anos, minhas lentes documentam não apenas o crescimento econômico de Rio Verde, mas também sua transformação social, humana e cultural.

Cresci em uma cidade de 70 mil habitantes. Constituí minha família quando Rio Verde ultrapassava os 150 mil moradores. Hoje, vejo meus netos crescerem em uma cidade linda, forte e promissora, que já ultrapassa os 250 mil habitantes.

Rio Verde é uma cidade que cresce. Mas, acima de tudo, é uma cidade que fica.”

Oníria Guimarães | Jornalista

A exposição conta com novos olhares à partir das lentes de Oníria, conta com fotos de três fotógrafos que captam uma nova Rio Verde-GO, mostrando a mudança da cidade ao longo de 20 anos. A presença de três fotógrafos participantes: Angra Gama, Jéssica Bastos e Marcos Santos, não é apenas uma soma de olhares diferentes, mas sim a construção de uma narrativa visual múltipla sobre a cidade — uma espécie de mosaico de percepções que se complementam e ampliam o significado da memória urbana.

Cada fotógrafo atua como um intérprete do espaço urbano, e é justamente na diferença entre esses olhares que o projeto ganha profundidade. Quando esses três olhares se encontram dentro de um mesmo projeto, como no “Cidade que Fica”, o resultado não é uma visão única da cidade, mas sim uma construção coletiva de identidade. A cidade deixa de ser apenas um lugar físico e passa a ser também memória, afeto e interpretação.

Essa pluralidade é justamente o que fortalece o projeto: ela impede uma narrativa única e abre espaço para que o público também se reconheça nas imagens, completando a história com sua própria vivência.

ANGRA GAMA

Fotógrafa, professora historiadora e pesquisadora. Pós-graduada em Teoria da História, Historiografia e
Arqueologia e Patrimônio, desenvolve trabalhos que
articulam fotografia, memória e pertencimento, sempre
valorizando as narrativas locais e o cotidiano como
expressão cultural.

JÉSSICA BASTOS

Artista multidisciplinar de Rio Verde (GO) que transita entre música, poesia, fotografia e audiovisual. Na fotografia, encontra uma forma de preservar memórias, silêncios e instantes de presença. Seus registros atravessam a cena cultural independente e os detalhes invisíveis da vida comum, transformando imagem em escuta, afeto e permanência.

MARCOS SANTOS

Fotógrafo desde 2024, modelo, designer e piloto de drone, começou no audiovisual em 2023 como videomaker.

Em entrevista, Cris Gouveia que é produtora cultural e fundadora da empresa Cria Gouveia fala sobre a importância do projeto e conta um pouco sobre a produção dele:

Cris Gouveia | Foto: Amaru Studio

“A proponente do projeto (Kat Gama) teve a ideia e procurou a Cria Gouveia para desenvolver. Nós escrevemos seu projeto que foi aprovado, demos toda a consultoria e tivemos a homenageada desta edição que foi Oníria Guimarães que possui trabalho impecável, tem um acervo pessoal muito grande e nós queremos fazer isso sempre. É uma colaboração de artistas, um coletivo. Com certeza virão mais edições aí, cada uma em aspecto artístico e sempre enaltecendo nossos artistas, os homenageando. Um agradecimento especial a todos que estavam presentes pela sensibilidade pelo carinho. Pelos olhares cuidadosos, pela vontade de estar ali, é muito importante para todos nós que estávamos envolvidos agradecer também a nossa gestão pública que nos permite fazer a captação dessas leis de incentivo, e como isso é importante para nós. Até o próprio Wagner Mourão em uma entrevista disse que ele só existe por conta das leis de incentivo, então nós existimos por isso também.”

Cris Gouveia | Produtora Cultural
Renny de Haro (à esquerda) e Angra Gama (à direita), ambas segurando o livro uma da outra. | Foto: Amaru Studio

Literatura como expressão de pertencimento e humanidade

A programação também marcou o lançamento de duas obras literárias que dialogam com diferentes perspectivas da experiência humana.

O livro “Retratos de Pertencimento Entre Olhares e História”, de Angra Gama, fomentado pela lei Aldir Blanc através da Secretaria Municipal de Cultura de Rio Verde-GO em 2025, é uma obra fotográfica que investiga as relações entre identidade, território e memória. A autora, fotógrafa, professora, historiadora e pesquisadora, apresenta uma leitura sensível sobre o cotidiano e os elementos que compõem a vivência coletiva da cidade.

A obra reúne imagens que valorizam o detalhe, o olhar e o registro afetivo da realidade, propondo uma reflexão sobre pertencimento e história local. Seu trabalho artístico se entrelaça na construção de uma narrativa visual que preserva memórias e fortalece a identidade cultural.

Em entrevista Angra Gama fala sobre a importância do livro e a afetividade que o público terá ao ver as imagens da cidade com suas histórias:

Angra Gama | Foto: Amaru Studio

“O lançamento do livro Retratos de Pertencimento foi mais do que a apresentação de uma obra ao público. Foi um encontro entre memórias, histórias e pessoas que, de diferentes formas, compartilham a experiência de construir vínculos com lugares, comunidades e identidades.

Como alguém que observa atentamente os detalhes da vida cotidiana, percebo que os momentos mais significativos raramente estão apenas nos discursos oficiais ou nas fotografias posadas. Eles se revelam nos olhares de reconhecimento, nas conversas que surgem espontaneamente e na emoção silenciosa de quem encontra, nas páginas de um livro, fragmentos de sua própria trajetória.

A importância deste evento reside justamente nessa capacidade de reunir pessoas em torno de narrativas que valorizam experiências individuais e coletivas. Cada retrato apresentado na obra ultrapassa a dimensão da imagem ou do relato e se transforma em testemunho de pertencimento, memória e identidade. Em um tempo marcado pela rapidez e pelo esquecimento, iniciativas como esta reafirmam a importância de preservar histórias e reconhecer os laços que nos conectam ao mundo e uns aos outros.

O lançamento também evidenciou o papel da cultura como espaço de encontro. Ao reunir autores, colaboradores, leitores e membros da comunidade, o evento fortaleceu o diálogo entre diferentes vivências e promoveu a valorização de patrimônios materiais e imateriais que compõem a riqueza de nossa sociedade.

Mais do que celebrar a publicação de um livro, o evento celebrou pessoas, memórias e afetos. Foi uma oportunidade de reconhecer que o pertencimento não é apenas uma condição, mas uma construção contínua, feita de lembranças, experiências compartilhadas e do reconhecimento de que cada história tem valor e merece ser contada.”

Angra Gama | Fotógrafa

A versão online do livro você pode acessar através do site https://angragama.com/ e como parte do compromisso com a acessibilidade, o conteúdo do livro está sendo disponibilizado em vídeos com tradução em Libras, organizados por seções — incluindo a apresentação e os capítulos da obra.

A interpretação em Língua Brasileira de Sinais é realizada por Marcio Henrique Lenz, com narração de Ana Júlia Sales, garantindo uma experiência inclusiva e sensível para diferentes públicos.

Já o livro “Cartas para o Infinito”, de Renny de Haro, marca a estreia da autora na literatura, fomentado pelo projeto “Escritores Agora Têm Vez” da Secretaria Municipal de Cultura de Rio Verde-GO. A obra nasceu de uma vivência pessoal durante o período da pandemia de COVID-19, transformando experiências de dor, reflexão e amor em uma narrativa profundamente humana.

O enredo acompanha a trajetória de Luísa, que diante de um diagnóstico sem retorno, decide ressignificar seus dias, transformando cada momento em aprendizado e legado para seus filhos. A obra aborda temas como coragem, empatia, resiliência, ética e amor, convidando o leitor a refletir sobre a finitude e o propósito da vida.

Renny é filha de mãe paulistana e pai rio-verdense, geminiana e a mais nova de três irmãos, nasceu em São Paulo-SP e cresceu em Rio Verde-GO. É formada em Publicidade e Propaganda, com pós-graduação em Inovação e MBA em Gestão Estratégica de Marketing. Ao longo de muitos anos, trabalhou em agências de publicidade e na comunicação voltada ao agronegócio. Hoje, não atua mais na área. Não se define como escritora, mas sempre foi movida pela paixão pela comunicação e pelo ser humano.

Renny de Haro | Foto: Amaru Studio

Escrever este livro foi uma jornada intensa, repleta de emoções, aprendizados e descobertas. Mas nenhuma caminhada é feita sozinha, e sou intensamente grata às pessoas que tornaram esse processo mais leve e significativo.

Em uma época pandêmica cheguei a um ponto de pensar que não teria saúde para suportar e que poderia partir e deixar minhas filhas ainda pequenas na época, para isso comecei a deixar cartas escritas com ensinamentos de valor e caráter para a formação como pessoa delas.

E para que que isso se tornasse público e de uma forma lúdica veio a ideia de criar um livro com um enredo um pouco diferente, mas que entregasse essas mensagens de valores, e foi possível através do programa “Escritores Agora Tem Vez” pela Secretaria de Cultura.

Renny de Haro | Escritora

Representatividade e fortalecimento da cultura local

A mesa diretiva do evento reuniu representantes da cultura e das políticas públicas do município, incluindo o Secretário Municipal de Cultura, Isaac Pires, além de artistas, produtores culturais e convidados especiais que participaram da construção e execução dos projetos.

Durante a solenidade, também foram feitas homenagens e reconhecimentos a participantes ligados à exposição e aos lançamentos literários, reforçando a importância da colaboração entre artistas e poder público na promoção da cultura.

Isaac Pires | Foto: Amaru Studio

“Hoje, falar de cultura é falar também de desenvolvimento e, oportunidades. As leis de fomento representam um instrumento fundamental para que artistas, produtores, coletivos e agentes culturais consigam transformar ideias em ações concretas que impactam diretamente a população. Quando investimos em cultura, estamos investindo em educação, economia criativa, turismo, geração de renda e fortalecimento da identidade da nossa comunidade.

Rio Verde tem avançado muito nesse processo. Temos trabalhado para ampliar o acesso aos mecanismos de fomento, fortalecer os segmentos culturais e criar condições para que os fazedores de cultura do município tenham cada vez mais oportunidades de crescimento. Os recursos provenientes de políticas públicas como a Política Nacional Aldir Blanc e outros programas de incentivo têm sido essenciais para consolidar essa transformação.

Para 2026, a expectativa é extremamente positiva. A Secretaria Municipal de Cultura já trabalha no planejamento de novos editais e ações de incentivos que serão lançados ao longo do ano, contemplando diferentes linguagens artísticas e fortalecendo tanto projetos consolidados quanto novos talentos. Nosso objetivo é garantir que os recursos cheguem a quem produz cultura na ponta, promovendo inclusão, democratização do acesso e valorização da diversidade cultural que existe em Rio Verde.

Outro ponto que nos enchem de orgulho é ver Rio Verde conquistando espaços nas discussões culturais em nível nacional. Recentemente, nosso município passou a integrar a representação regional Centro-Oeste do Fórum Nacional de Secretários e Gestores de Cultura, sendo a única cidade do interior a ocupar essa posição no biênio 2026–2027. Isso demonstra que o trabalho desenvolvido aqui tem sido reconhecido e que Rio Verde passou a ser referência em importantes debates sobre políticas públicas culturais no Brasil.

Essa participação nos permite levar as demandas dos municípios do interior para mesas de discussão nacionais, trocar experiências com grandes centros culturais e buscar novas oportunidades para nossa cidade. É um reconhecimento do esforço coletivo que vem sendo construído por artistas, produtores, servidores públicos e toda a classe cultural rio-verdense.

O prefeito Wellington Carrijo tem o compromisso de continuar fortalecendo a cultura como uma política pública permanente. Queremos que Rio Verde seja cada vez mais protagonista, não apenas em Goiás, mas também no cenário nacional, valorizando nossos talentos, preservando nossa memória e criando novas oportunidades para as futuras gerações.

Isaac Pires | Secretário Municipal de Cultura

Ao longo da programação, diversos convidados fizeram uso da palavra, compartilhando experiências, trajetórias e reflexões sobre o processo criativo e a importância do incentivo à cultura no município. Kat Gama, atriz, conselheira cultural e também proponente do projeto Cidade Que Fica, fala da importância das leis de incentivo a cultura, pois os artistas conseguem tirar projetos do papel e passam a executá-los movimentando toda a cadeia cultural dentro da cidade de Rio Verde, ela aproveita ainda para falar um pouco mais do projeto apresentado para os convidados:

Kat Gama | Foto: Amaru Studio

“Às vezes eu me pergunto se uma cidade realmente muda ou se somos nós que mudamos enquanto ela continua nos observando em silêncio.

Cidade que Fica nasceu desse encontro entre o tempo e a memória. Ao colocar uma fotografia antiga comparada a uma fotografia atual, não estamos apenas vendo, ruas ou praças. Estamos vendo a passagem da vida. Estamos olhando para pessoas que já não estão aqui, para sonhos que atravessaram décadas, para rastros de existências que ajudaram a construir o que Rio verde é hoje.

Há algo profundamente humano em tentar guardar o tempo, mesmo sabendo que ele sempre escapa pelas mãos. Talvez seja por isso que fotografamos. Talvez seja por isso que contamos histórias. Que insistimos nessa identidade dentro e fora da arte. A fotografia é a prova de que o tempo passa, mas não consegue levar tudo consigo.

Esta exposição é um convite para olhar a cidade como quem olha para si mesmo. Porque, no fundo, uma cidade também tem corpo, memória e feridas antigas. Ela envelhece, se transforma, perde partes de si, e as encontra de outras formas.

E, enquanto tudo parece passar, existe algo que permanece. Não os muros, nem as fachadas, nem a preservação natural que se destrói para construir grandes prédios, mas sim essa memória coletiva que nos aproxima. A cidade que vemos hoje não é apenas a cidade que existe. É também a soma de todas as cidades que existiram antes dela.

Talvez ninguém vença o tempo. Mas a memória, a nostalgia vez ou outra, consegue negociar com ele.”

Kat Gama | Atriz

Os depoimentos reforçaram o impacto social e emocional dos projetos apresentados, evidenciando a arte como ferramenta de transformação, memória e pertencimento.

Petrick Lopes | Foto: Amaru Studio

Encerramento com arte e confraternização

Encerrando a programação, o ator e humorista Petrick Lopes realizou uma apresentação artística que trouxe leveza e interação ao público presente, marcando o encerramento oficial da solenidade.

Em seguida, os convidados participaram de um coquetel de confraternização, momento de integração entre artistas, autoridades e público, fortalecendo os laços culturais e institucionais do evento.

A Secretaria Municipal de Cultura reforçou, ao final, seu compromisso contínuo com o incentivo à produção artística e literária local, destacando a importância de iniciativas que preservam a memória, fortalecem a identidade cultural e ampliam o acesso à cultura no município.

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